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Santiago do Chile, Chile
Viajar é meu esporte favorito, mal chego e já estou planejando qual será o meu próximo destino. Depois de trabalhar por mais de uma década na gestão de marketing em uma multinacional em Floripa, e passar um ano sabático explorando novos sabores, culturas e lugares, vim morar em Santiago do Chile. Espero que minhas experiências sejam úteis e instiguem amigos e desconhecidos a desbravar novos e deliciosos destinos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

11 dicas de Viagem Low Cost na Europa

Este ano que passei viajando na Europa tive a oportunidade de aprender muito sobre o Low Cost e como aproveitar os preços para poder curtir ainda mais o ano sabático com que me presenteei estes últimos 12 meses.

Recebi muitos amigos por lá, que desavisados ou inexperientes, acabaram pagando um pouco caro com suas emissões de passagens ou até mesmo nos roteiros que fizeram. Por isso, a idéia deste post é compartilhar pequenas dicas de uma viajante experiente.

1 - Viajando barato: Easy Jet, Ryan Air, Vueling, Volotea, Pegasus, estas são algumas das empresas aéreas onde você encontra bons preços e que fazem diferentes trechos na Europa. A boa dica é você emitir a sua passagem para chegar em uma cidade europeia mais central e de lá comprar esses outros trechos internos. Inclusive para lugares mais distantes, como Turquia, Oriente Médio e Ásia. Todas vendem online e têm site em português (de Portugal). Claro que quanto antes, mais barato. Só não queira trocar o bilhete, pois o reembolso costuma ser pequeno...


2 - Fazendo suas malas: as companhias aéreas de low cost sempre possuem um limite rígido de bagagem. Isso quando a bagagem de porão já está incluída no preço da passagem, o que normalmente não acontece. Por isso, leia bem as instruções (Easy Jet e Ryan Air só tem 1 volume em cima), e compre com a passagem o seu espaço no porão. Fique atento para volume, eles pesam inclusive a sua mala de mão quando desconfiam que é muito grande (só pode 1 volume, isso inclui a sua bolsa ou a do notebook). A boa dica é comprar uma balança digital de mão para poder controlar sempre a sua bagagem e fazer a melhor estratégia para despachar. Tem no freeshop aéreo da Easyjet por 20 euros.

3 - Trem ou avião?: com as promoções das aéreas o trem perdeu sua vantagem de preço. É uma boa alternativa pelos horários e se você estiver muito carregado, pois vai pagar mais para despachar a bagagem e terá de pegar um táxi do aeroporto, o que deve ser colocado na conta do trajeto pois o trem normalmente chega em estações bem centrais.

4 - Viajando de carro: descobri um site muito em conta para alugar carro na Europa toda - www.rentalcars.com. Normalmente o preço não tem comparação com outras empresas. Note apenas que muitas tarifas incluem o combustível que não é reembolsável. Então considere essa alternativa quando for mesmo rodar mais.Não se esqueça de computar no custo os pedágios, que são bastante caros, principalmente as auto estradas. Uma dica aqui - os pedágios não aceitam nossos cartões de crédito e são poucos os que têm gente atendendo. Então separe dinheiro trocado, moedas e esteja sempre atento em qual cabine parar (vá para as Manuais ou que têm o símbolo de dh). Ahh, algumas praças de pedágio são para tirar o cartão que será usado pra calcular o seu trajeto...

5 - Refeições :  a maioria dos restaurante oferece ao meio dia um menú pronto, com 3 pratos e bebida, por uma média de 10 a 15 euros. É uma boa opção pra guardar seu orçamento para um jantar mais elaborado e mesmo assim comer muito bem. Não precisa reserva, só não vá tarde pois as melhores opções acabam rápido. Se quiser beber, o vinho em taça normalmente é uma opção boa e barata em qualquer lugar com o bônus de você enriquecer sua experiência gastronômica.

6 - Museus: os primeiros domingos de cada mês normalmente têm museus com entradas gratuitas na maioria das cidades. Vale a pena programar a agenda caso você vá para uma cidade com muitos deles para visitar. Há também uma carta de museus, para vários dias, onde você economiza, apesar de ter de fazer uma verdadeira maratona se quiser fazer valer cada centavo investido.

7 - Metrô e transporte público: o metrô é uma opção barata e segura em toda Europa. Veja nas máquinas a opção de comprar para múltiplas viagens, que normalmente sai bem mais em conta.


8- Compras: a tradição das grandes liquidações já está na Europa toda. Acontecem em cada estação do ano e duram até 3 semanas com descontos progressivos. Em janeiro a de inverno logo depois do dia de Reis, início de julho a de verão. Alguns lugares fazem as de meia estação, mas as de verão e inverno são garantidas. Grandes lojas possuem o cartão com desconto para estrangeiros, passe no balcão de informações...

9 - Tax Free: é uma maratona esse processo, mas aí vai a dica - pergunte em cada loja se há a devolução e o mínimo de compra para requerer. No aeroporto de saída da Europa (a menos que seja uma escala apenas), antes de despachar as malas, vá na Aduana com seus formulários prontos. Eles andam sorteando itens para verem na mala, portanto, esteja preparado para abrir ou já deixe os itens mais caros à mão pra facilitar. Ah, você tem que ter feito o check-in naquelas máquinas de auto-atendimento. Depois, despache as malas e vá pra fila receber o dinheiro (há sempre um banco no aeroporto autorizado e com horário bem flexível). Não peça para receber no cartão que você não verá a cor do dinheiro... Reserve no mínimo 2hrs a mais no seu embarque para esse processo.

10 - Roteiros: sim, há épocas em que tudo fica mais caro em alguns lugares. O litoral é bastante quente em julho e os preços melhores que agosto ou setembro. Eu sempre sugiro fugirem de agosto quando tudo é cheio e muito quente em toda Europa. Até novembro dá pra viajar numa boa e se a idéia é praia, julho e setembro são bons meses pra desfrutar. 

11 - Hospedagem: hoje a maioria dos hotéis está nos sites online como Booking, Hotels, Expedia, Rumbo... Aqui você encontra muita opção com oferta e já conhece a avaliação de quem ficou. Outra sugestão é procurar os Bed & Breakfast. Muita gente em crise na Europa abriu seus B&B´s, uma opção melhor que hostel ou albergue, normalmente com quartos bonitinhos em lugares bem localizados. Além disso, você tem a oportunidade de conhecer de perto a cultura e o jeito do lugar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Riviera Francesa

Depois de um tempo ausente, coloquei a preguiça de lado e voltei a ativa aqui no blog. Confesso que nos últimos meses estava mais focada em planejar novos roteiros do que colocar os detalhes no papel para compartilhar aqui.

A boa notícia é que neste tempo realizei muitas viagens e há material fresquinho e interessante para ser publicado. Decidi começar pela Riviera Francesa, onde tive a oportunidade de passear por duas vezes, a mais recente no verão europeu de 2012.


Como Chegar

O primeiro ponto é como começar a explorar essa região idílica e recortada da Côte D'azur. Há dois aeroportos principais - Marselha e Nice. A região também é bem servida de trens, caso você escolha ir em um vôo direto do Brasil para Milão e de lá pegar um trem para um dos destinos escolhidos. Eu escolheria ir para Nice, pois as cidades e praias mais lindas estão pertinho desta cidade, enquanto de Marselha você terá de pegar um trem ou alugar um carro.

Onde Ficar

Aqui está uma questão crucial. Eu tive a oportunidade de me hospedar em Cannes, Cap D'ail (ao lado de Mônaco) e Nice. Onde ficaria se tivesse de voltar? Certamente algumas noites em Saint Tropez e voltaria para Nice, cuja localização é estratégica para explorar desde as cidades provençais de St Paul e St Paul de Vence, até a região de baías e vilas entre Nice e Mônaco.

Saint Tropez em alta temporada é bastante cara, mas a minha dica para se hospedar aqui é escolher um apartamento por temporada na vila antiga, que é verdadeiramente um charme. Vale a pena passar umas duas noites aqui para percorrer suas ruelas com calma, aproveitar o final de tarde no porto, bebericando um bom drink como eu fiz, e a noite descer em um dos sótãos das construções antigas para as baladinhas locais. Investigue no Booking.com as opções, mas não se esqueça de eleger um local com parking, pois para explorar a cidade você terá de alugar um carro (www.rentalscar.com) e percorrer o longo trecho (bonito é verdade) congestionado de Nice a esta cidade. Apesar de serem poucos kilômetros, o tráfego é bastante lento para ir e voltar e você irá ficar poucas horas nesta charmosa vila se resolver fazer apenas um bate e volta. 


Nice é a principal cidade da Côte D'azur e tem uma boa infraestrutura. Daqui, usando o trem que percorre a costa e custa 3,00 euros por ticket, você chega rapidinho a Cannes, St. Rafael, Villefranche, Mônaco e pode fazer um roteiro bem completo na Riviera. Os hotéis em Nice também não costumam ser muito em conta, e preste atenção se mencionam ar condicionado, pois muitos que são mais baratos não têm este item essencial.

A boa alternativa que encontrei foi ficar em um apartamento lindinho na charmosa cidade antiga (onde recomendo que você fique também) que encontrei no site britânico Nice Pebbles  (www.nicepebbles.com) .Estes apartamentos são um verdadeiro achado, preço bom, super bem decorados e totalmente equipados. Uma pessoa fluente em inglês recebe você com uma cesta de boas-vindas, guias e explicações em inglês (o que é raro por aqui). Todos os imóveis seguem um padrão, possuem amenities Loccitane, lençóis com fios egípcios e muito bom gosto na decoração. Ficamos em um apto de uns 80 metros quadrados, bem cool, no meio da Vieille Ville de Nice, com suas ruelas charmosas, restaurantes e mercados, a poucos metros da praia. O preço? O mesmo que no Marriot em um quarto sem ar-condicionado e sem café...


O Que Conhecer

Começo sugerindo uma semana inteira nesta região, se você não quiser voltar frustrado para casa. Afinal, são tantos os lugarzinhos charmosos e praias idílicas, que será difícil resistir ou eleger apenas alguns. Listo aqui aqueles que não podem faltar no seu roteiro...

Um dia perfeito em Nice - bom, se você ficou em Nice, será fácil começar o seu dia caminhando entre as barracas lindamente montadas do mercado de produtos provençais que acontece todos os dias quase à beira mar, na Vieille Ville . Se estiver em um apartamento, não resista e compre os ingredientes para um delicioso almoço mais tarde. 

Deixe para caminhar e explorar as ruelas mais tarde, a noite,  e vá aproveitar a típica praia da Côte D'azur com seus seixos e um mar super azul. Não esqueça da esteira, pois sentar nas pedrinhas quentes é impossível...

A tarde, você pode pegar o tram e o ônibus, ou ir de táxi mesmo, visitar dois ótimos museus - o de Lasar Chagall e o de Matisse, que possuem um bom acervo de obras destes dois renomados artistas que moraram por aqui.

Uma visita a Igreja Ortodoxa Russa também é uma boa pedida, mas lá você não pode entrar de roupa curta ou com os ombros de fora (nem bermuda para os rapazes).

Final de tarde, suba no mirante no final da praia principal de Nice para apreciar o pôr do sol e a vista dos dois lados da cidade. Na descida, já fique pelo bairro antigo e explore as lojinhas, ruelas e restaurantes, não deixe de provar delicioso vinho rosé provençal.

De barquinho pelo mediterrâneo - pois é, descobrimos por acaso, na visita a lindinha Villefranche, que podíamos alugar uma lancha para percorrer os cantinhos escondidos das baías deste lugar lindo e de quebra conhecer as praias super exclusivas de Cap Ferrat. Chegar a Villefranche é fácil, poucos minutos de trem de Nice ou de carro, percorrendo as belíssimas Corniches que ligam uma cidade a outra. São duas saídas de barcos, pela manhã 9hrs e a tarde, 14hrs. O melhor é que não precisa de habilitação nenhuma e você pode levar sua champanhe geladinha e curtir um dia inesquecível, por meros 100,00 euros. Na alta temporada, tem de reservar com antecedência - www.darkpelican.com.





Happy hour em Villefranche - depois do passeio de barco ou em um final de tarde, vá admirar em um dos barzinhos do porto um belo fim de tarde. Esta vila que pertencia a Itália antes da Guerra Mundial é mesmo uma gracinha, suas ruelas e prédios coloridos com roupas penduradas nas janelas lembram de fato uma das vila à beiramar da costa italiana. Sua praia, que na primavera tem o contraste lindo do turquesa do mediterrâneo com as flores rosas dos Bougainvilles, também é bastante convidativa para um mergulho. A paragem do trem é bem em frente a praia, a poucos metros da vila.





Mergulhar na Plage La Mala - esta praia linda rodeada de paredões de calcário é eleita a mais bela da Côte D'azur. Fica a 20 minutos de Nice de trem ou de carro, no balneário elitista de Cap D'ail. Aproveite algumas horas, se gostar de snorkelling aproveite para desfrutar desta baía de águas cristalinas e calmas. Há clubes de praia que ficam bastante movimentados na alta temporada, rolando um som e com lounges para você desfrutar da vista.

Caminhos da Provence - Vence e St. Paul de Vence são duas cidades medievais lindinhas, com construções medievais em pedra, que abrigaram muitos dos pintores famosos que viveram na Provence. Tire um dia para subir as encostas e visitá-las. Não deixe de ir na Master Piece de Matisse, a capela do Rosário que ele projetou para as freiras em Vence. Dependendo do dia, há feiras de produtos provençais e bons lugares para um almoço. Se quiser dar uma esticadinha, dirija até Grasse, a cidade dos perfumes da Provence. Nós passamos por lá, mas o calor nos empurrou de volta à costa para um banho de mar no final de tarde.


Cannes - coloco na lista se estiver sobrando tempo na sua semana. Visitei a cidade, o palácio dos festivais, caminhei pelo calçadão, fiz a linda corniche em direção ao sul, mas aqui não há nada além disso para ver. A praia não é bonita e se não for época do festival de cinema, a cidade não chega a ser grande coisa. Talvez seja uma boa passagem se você estiver voltando de St. Tropez.

St. Tropez - a praia mais famosa aqui é a de Pampaleone, mas isso porque tem areia. Eu diria que com uma lancha certamente você descobrirá muitos outros recantos e praias lindas para serem exploradas. No início do post falei que vir passar o dia aqui, como eu fiz nas duas vezes, não é tão proveitoso, pois a estrada que liga a vila de St. Tropez apesar de não ser muito longa, é muito congestionada e você vai demorar literalmente entre 2 a 3 horas para chegar e sair. Então reserve parte da sua agenda para dormir aqui, de preferência em uma B&B ou hotel na vila antiga, e aproveito o charme deste lugar como ele merece ser apreciado. Tirando a praia, o programa é passear pelas ruelas, ir ao Porto para drinks nos final de tarde, escolher um dos muitos restaurantes para o jantar e depois eleger um dos barzinhos com balada underground na vila antiga, ou as festas concorridas dos clubes de praia de Pampaleone.

Praia em Antibes e Cap D'Antibes - esta península ao sul de Nice é destino dos ricos e famosos que vão prestigiar o festival de cinema na vizinha Cannes, e as festas no famoso hotel Cap-Eden Roc, super disputadas. Aproveite um dia para percorrer essas praias, almoçar no hotel e caminhar no calçadão junto ao mar que contorna o costão sul de Cap D'Antibes.

Um pôr do sol inesquecível - Eze é uma cidade que fica acima das Corniches que ligam Nice a Mônaco. Tem uma vista maravilhosa para toda a encosta e a vila antiga (foto) fica inacreditavelmente encarapitada sobre um morro à beira de um penhasco. O passeio na charmosa vila medieval já vale a parada aqui, mas se você quer apreciar um pôr do sol inesquecível, reserve uma mesa no terraço do Chateau de Eza (www.chateaueza.com) e aprecie a vista despejada sobre o mar. Tomando um bom vinho e em boa companhia, eu diria que é um dos melhores programas da sua vida!



Principado de Mônaco - também a poucas paragens de trem desde Nice, este pequeno país vale a visita para percorrer seu Castelo Real, fazer o famoso circuito pela cidade de Fórmula 1, apreciar um bom drink em um bar com terraço com vista para luxuoso porto, conhecer o Oceanárium e o jardim exótico, além de perder alguns euros no Cassino. Se o seu bolso permitir, aqui estão as principais lojas de grife do mundo.


Há muitos outros pequenos vilarejos e praias para explorar na região como St. Raphael e Beaulieau Sur Mer, ambos servidos também de trem desde Nice e que tem vilas bem bonitinhas, com boas opções de restaurante.

Bon Voyage!
















sexta-feira, 1 de junho de 2012

Refúgios da Serra Catarinense

Santa Catarina realmente é um Estado especial. Seu litoral entrecortado é belíssimo e, a poucas horas de praias especiais como o Rosa (http://viagemcomgosto.blogspot.com/2011/08/rustico-chique-praia-do-rosa.html) ou até mesmo Floripa (http://www.viagemcomgosto.blogspot.com.br/2011/12/verao-em-floripa.html), você encontra cidadezinhas rodeadas de cachoeiras, montanhas, vinícolas e muito natureza.
Já perambulei bastante pela Serra Catarinense (http://www.serracatarinse.com.br/), descobri trilhas, cânions, estradas de terra para um bom rally, degustei vinhos deliciosos, além de ter conhecido hospedagens charmosas e até requintadas. Para os turistas e moradores do litoral que ainda não descobriram as belas paisagens e curtiram o frio gostoso de nosso planalto à beira de um fogo de chão, vou publicar alguns posts com sugestões de roteiros deliciosos para finais de semana e feriados invernais.



Este primeiro é para curtir aqueles refúgios especiais em meio à bela natureza da serra, ideais para ir a dois.

Rio do Rastro Eco Resort (www.riodorastro.com.br/)

O resort exclusivo localizado logo acima da belíssima Serra do Rio do Rastro fica quase à beira do cânion, em uma propriedade muito bem cuidada. Suas poucas cabanas, equipadas com lareira e até jacuzzis, possuem mimos e conforto, além de serem muito aconchegantes e privativas. O serviço é atencioso e o proprietário, Sr. Ivan, uma simpatia.

Este Eco Resort, que faz parte da rede Roteiros de Charme, oferece vários passeios e atividades (são mais de 20 opções), como a cavalgada até o cânion, equipamentos de pesca para você fisgar as trutas que estão no lago junto às cabanas, trilhas, spa, uma boa videoteca e bliblioteca para as horas de ócio à beira da lareira, além de uma ótima adega e um bistrô com cardápio convidativo. A estrutura ainda conta com jacuzzi, sauna, academia e piscina térmica.



As refeições podem ser inclusas na diária (recomendo) e aos domingos há um delicioso brunch. Quem não puder se hospedar por lá, o bistrô é aberto ao público, aproveite para conhecer a propriedade e provar um dos deliciosos pratos.

Não perca na programação a noite do Fogo de Chão (foto) , com danças e os pratos típicos da região. Se você se animar, dá para  visitar também a belíssima vinícola Villa Francioni (www.villafrancioni.com.br/). O resort organiza o passeio, mas dá para ir tranquilamente com seu carro em um dos horários de visitação.

Estive por duas vezes hospedade neste resort e recomendo pagar um pouco mais para ficar nas cabanas com jacuzzi, e escolher um final de semana com lua cheia, pois vê-la no céu estrelado e refletida no lago é muito lindo.

Ah, são pet friendly, apesar de criarem cães na propriedade que mais parecem ursos de tão grandes e peludos! 

Para  chegar - se você ainda não está podendo chegar lá de helicóptero (há um heliponto), desça no aeroporto de Florianópolis e siga na BR 101 sentido sul até Tubarão e lá você entrará na rodovia estadual para Grão Pará, para subir a Serra do Rio do Rastro. São cerca de 3hrs de viagem.A entrada do resort fica logo em frente ao Mirante no topo da serra.


Estalagem Villa da Montanha (/estalagemvilladamontanha.com.br/)

Se as tarifas do eco resort estão muito salgadas para o seu bolso, a Villa da Montanha será uma ótima opção também. Aqui as cabanas de madeira em estilo canadense são super aconchegantes, com lareira e banheira,  possuem uma vista linda para mata de Araucárias e lago e, apesar de rústicas, são muito românticas com sua iluminação à luz de velas.

A proposta aqui é se desligar e curtir o campo, então nada de internet, televisão e até mesmo crianças. A propriedade é bastante semelhante à anterior, com trilhas na mata onde você escuta o canto do Trinca Ferro, cavalos Manga Larga para passeios, lago para pesca, além de outras atividades na região, como visitar produtores orgânicos, subir ao Morro do Campestre (foto) e explorar a região de Urubici com suas cachoeiras e atividades de aventura.

O bistrô, um pouco mais simples mas igualmente acolhedor, oferece um menu apenas para o jantar, contratado na sua reserva, e a cozinha fica à sua disposição caso queira se aventurar no fogão à lenha. Os proprietários, um casal simpático de paulistas, cuidam de todos os detalhes e recebem você com muito calor humano.

Também são pet friendly!

Como chegar: a Villa da Montanha fica no município de Urubici, a 200 Km de Floripa. Desde Florianópolis, pegue a BR101 sentido sul e, no município de Palhoça, o acesso à BR 282 em direção ao município de Santa Clara, em Bom Retiro. Neste ponto, pegue a SC 430 em direção à Urubici, são mais 24km passando pela bela Serra do Panelão e por vinhedos. Da cidade de Urubici são mais 10km até a pousada, na estrada que liga à Urupema.


Refúgio de Montanha Rio Canoas (www.riocanoas.com.br/  )

Esta deliciosa pousada fica próxima à Serra do Corvo Branco, também no município de Urubici e seu ponto alto é o entorno. São apenas 5 suítes com vista para a mata, além de uma área de biblioteca, sala de lareira e decks ao ar livre. Tudo muito simples mas de muito bom gosto. O bistrô serve o jantar incluído na diária e também lanches em outros horários. 

As atividades ficam por conta da Expedições Corvo Branco  que oferece diversas opções na região. Mas você também pode subir a pé ou de bike até o Cânion do Espraiado e fazer um delicioso piquenique lá em cima admirando o visual, acordar cedo e pegar o carro para subir até o Morro da Igreja (ponto mais alto do Estado) para admirar a famosa Pedra Furada, pescar lambaris nos rios da região, banhar-se no Rio Canoas e fazer diversas trilhas no Campo dos Padres.


Como chegar: o Refúgio também fica no município de Urubici, a 200 Km de Floripa. Desde Florianópolis, pegue a BR101 sentido sul e, no município de Palhoça, o acesso à BR 282 em direção ao município de Santa Clara, em Bom Retiro. Neste ponto, pegue a SC 430 em direção à Urubici, são mais 24km passando pela bela Serra do Panelão e por vinhedos. Da cidade de Urubici pegue a estrada SC 370 que leva ao Morro da Igreja/Serra do Corvo Branco e siga 22km de asfalto e mais 7km de estrada de terra. Há placa sinalizadora da pousada.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

New York Sexy

São muitos os guias e blogs com dicas de NYC. Não pretendo ser aqui nenhuma referência ou reproduzir a copilação dos demais, apenas sugerir um roteiro por esta cidade cosmopolita e sexy, a qual pude aproveitar na companhia de 3 ótimas amigas (nada sugestivo ao conhecido seriado que se passa na cidade).

O primeiro ponto, que me avisaram antes mesmo de embarcar, é não ir com muita expectativa na mala, principalmente se você já teve a oportunidade de conhecer outras capitais mundiais tão cosmopolitas ou charmosas como Paris, Londres, Barcelona e Milão... Não gosta de São Paulo? Então talvez eu sugira outro destino, pois nossa cultura super americanizada reproduz aqui muito da arquitetura e da vibe da Big Apple...

Mas, se o seu propósito é flanar pelas ruas, comer bem, frequentar baladinhas e bares super descolados, assistir a musicais, balés, shows de jazz e conferir de perto aqueles cenários que tanto vemos em filmes, NYC poderá ser uma boa surpresa. Antes de curtir um feriado prolongado por lá, fiz meu deveres de casa e li vários guias, as dicas do NY Times, acessei o blog do Ric Freire e tenho aqui as minhas impressões sobre algumas sugestões e a proposta de um roteiro, que não inclui compras, pois apesar de passar em algumas lojas, este não foi o objetivo da minha viagem.



Onde Ficar

Começa por aí o dilema. Fui na onda do Ric Freire e da Didi Wagner e reservei um hotel boutique, bem charmoso e equipado, no bairro que está na crista da onda - Chelsea. Realmente, fiquei a poucos passos do Highline Park e do delicioso Chelsea Market (foto), pertinho para ir andando às baladas e restaurantes descolados do Meatpacking, mas muito distante das principais atrações da cidade e fora de mão para dar aquela paradinha básica no meio do dia. Por isso, listo aqui a opção em Chelsea (para quem já conhece bem a cidade e quer curtir os novos points) mas a minha sugestão é que você escolha um bom hotel paralelo à 5th Avenue, de preferência acima da 42 Street e mais próximo do Central Park.

Times Square? Só se você adora a 25 de março, com aquela muvuca na rua, barulho e muitas lojinhas. Já não é o meu caso, que só andei na região da Broadway para chegar ao musical que escolhi. De qualquer forma, sugiro consultar as opções do booking.com e confiar nos reviews, que são sempre bem justos. Também achei o Soho muito distante de tudo, ficaria lá só se tivesse o objetivo de andar mais pelo bairro e não de rodar pelo restante da cidade.

Hilton New York- fica na Av. das Américas, paralela à 5th Avenue e a 5 quadras do Central Park. Ótima localização, uma cadeia de bons hotéis, com quartos espaçosos e preços razoáveis para um 4 estrelas na cidade. Na minha próxima estadia na cidade, certamente seria a minha primeira escolha (claro que se pudesse escolheria o Mandarin Oriental rsss).

Tutu Desmond Center Hotel - a antiga casa do arcebispo foi transformada em um hotel boutique com lareiras no pé da cama e todas as facilidades modernas, além de instalações renovadas e charmosas. Eleito um dos 10 melhores hotéis da cidade, tem bom custo-benefício, mas espere um hotel pequeno e com poucas áreas de lazer (na verdade, tirando o jardim, nenhuma outra). Foi este que fiquei, em Chelsea e ao lado do Highline Park (foto), muito bem avaliado no booking e do ladinho dos novos points da cidade. Para o café da manhã, escolha uma das muitas bakeries no Chelsea Market ou cafés franceses da região.

AKA Central Park - igualmente bem localizado, a uma quadra do Central Park e da 5th Avenue, este hotel contemporâneo tem quartos tipo apart hotel, com uma mini-cozinha e instalações luxuosas. No booking é classificado como fabuloso... mas prepare-se para tarifas salgadas.

The Standart New York - se você quer ficar no bairro do agito e em um hotel bem conceitual, é este. Arquitetura contemporânea, roofs e quartos com uma vista linda para o Hudson River, o Highline Park embaixo, baladas e restaurantes a poucos passos no Meatpacking.

Bryant Park Hotel - junto ao parque de mesmo nome, super bem localizado, este hotel cool com decoração minimalista tem quartos com pé direito duplo e muitas janelas com a vista linda para o verde ou skyline da cidade. Fica ali também o Koi, renomado restaurante japonês da cidade. Listado como fabuloso pelo booking, fica a 1 quadra da estação da 42street.

Eu poderia fazer uma lista interminável aqui, mas para isso existe o http://www.booking.com/, onde você escolhe por localização, avaliação de hóspedes, estrelas e valor de diárias. Se quiser bons reviews, as dicas da RG também são bem interessantes http://rg-ny.com/dicas/hoteis.htm.

Andando por lá

Não precisa se adiantar e comprar shuttle ou se preocupar com o traslado do aeroporto até o hotel. Se estiverem em pelo menos 3 pessoas, talvez o táxi seja a opção com melhor custo-benefício, caso contrário no desembarque há várias opções de traslado para a cidade com a faixa de preço em torno dos 15USD. Calcule pelo menos 1h para ir até a cidade e 1,5h para voltar ao aeroporto. Nem pense em se aventurar de ônibus... o trabalho e a distância não compensam.

Para circular pela cidade, o táxi é bem em conta. Da 5th até a 10th em Chelsea, eram menos de 10USD. Mas tenho que dizer que além do trânsito, os taxistas não são fáceis e muitas vezes eram vários os grupos de turistas nas esquinas concorrendo por um motorista que estivesse afim de fazer a corrida. Sim, isto mesmo, eles escolhem se querem levar você ou não... Por isso, a minha dica é usar o metrô quando não for necessário fazer muitas baldeações. Minha amiga Cris, que já estava na cidade fazendo curso há algumas semanas, baixou um aplicativo para iphone genial e me ensinou a utilizar - o NYC Submay da mxdata. Funciona offline, lá embaixo no túnel do metrô mesmo, e permite que você localize a estação mais próxima e trace a rota de estações e linhas até o seu destino. Além do mapa super fácil de entender... um achado!

Conhecendo NYC

Uma das melhores épocas para visitar a cidade é a primavera, a minha estação predileta, e você encontrará jardins de tulipas, cerejeiras em flor no Botanical Garden, além de temperaturas mais amenas. Se o objetivo é conferir a belíssima decoração natalina da cidade, a partir de novembro as vitrines e a cidade já estão decoradas, mas prepare-se para o frio. O verão tem muitas atividades e shows pela cidade, mas lá também faz bastante calor...

Eu fiquei apenas 6 dias na cidade e não parei, mesmo assim, faltou muito do que anotei para conhecer com calma, uma lista interminável de bons restaurantes para visitar, baladinhas para conhecer, passeios turísticos para repetir com mais tempo, enfim, se você programar mais dias na Big Apple, certamente não faltará o que fazer.

Pontos turísticos principais - bom, se você visitou as capitais européias, não vai achar nada de excepcional o prédio da NY Public Library (a terceira maior do país) na 5th avenue , ou a Grand Station, que fica ali pertinho (ambas na 42street), muita coisa perto das estações de trem européias.
Mas mesmo assim, vá conhecer. O Empire State é mais bonito se visto de longe e o Flatiron Building (todos na 5th avenue) tem um bar legal para você conhecer por dentro este prédio histórico em formato triangular. Há igrejas góticas bonitas no caminho, como a St. Patricks e, como você já percebeu, este percurso pode ser feito em um dia de bom tempo caminhando pela 5th Avenue e, boa idéia, parando no delicioso Eataly (eatalynyc.com) um mix de empório e restaurante italiano, para um almoço espetacular (dá para escolher só petiscos, restaurante de massas, restaurante de frutos do mar, cafeteria, confeitaria e sorveteria).

Mais ao sul de Manhattan, o Financial Distritc com o famoso touro de bronze (foto), o Battery Park de onde saem os ferries para a Estátua da Liberdade, o Píer 17 de onde é possível ver bem a Brooklyn Bridge ou, se você preferir, pode pegar um metrô até o bairro e voltar andando pela ponte de onde você terá uma bela vista da cidade (eu sugiro a noitinha se não estiver muito frio, para ver o skyline iluminado) e a Manhattan Bridge.


Skyline- para observar a  vista da cidade há os tradicionais pontos como o Rockfeller Center (Top of the Rock) e o Empire State, mas o primeiro tem menos fila e hora agendada (certifique-se de que o horário marcado está bom para você antes de emitir o bilhete). O melhor horário é o do crepúsculo, com o sol se pondo e a cidade ficando iluminada aos poucos. Mas além destes conhecidos pontos observatórios, há outras vistas igualmente lindas dos Rooftop Bars espalhados pela cidade como o Roof Garden Met (fica no 5° andar do museu, com uma vista linda do Central Park e uma ótima carta de martinis para um bom happy hour), Le Bain no Standart NY Hotel  no Meatpacking (eleito melhor rooftop bar pelo NY times) , o Press Lounge no Ink48 hotel, eleito um dos melhores da cidade e com uma vistar realmente belíssima.

Manhã no Central Park - foi o ponto alto da minha viagem, pedalar em uma manhã linda com as amigas foi realmente delicioso! Desça na estação de metrô de Columbus Circle (foto) e ali na entrada do parque há o aluguel oficial de bikes e muitas outras opções. Certifique-se de que a bike está em bom estado e pegue um mapinha, pois o parque é bastante grande (as bikes só circulam na via principal, nas demais é preciso empurrar). Minha sugestão - na entrada há um quiosque do Ferrara, indicado como o melhor NY Cheesecake, compre um potinho e vá fazer um piquenique na "praia" dos novaiorquinos que é o grande gramado no centro do parque.

Pelas ruas do Soho - é sem dúvida o bairro mais charmoso da cidade. Sábado suas ruas ficam super movimentadas com as exposições de artistas, barracas de artesanato e feirinhas. Além disso, há boas lojas e restaurantes para você incluir no roteiro. A maior concentração fica em torno da W Broadway entre a 6th e a 4th streets e a estação do metro é a Canal St. Sugiro que você conheça a MoMA Design Store, bem maior que a do próprio museu, não deixe de ir ao Balthazar ( balthazarny.com ) mesmo que seja para um café com sobremesa, páre para observar a exposição das barracas na rua com quadros, fotos, bijus e uma diversidade de cacarecos, e não deixe de comer os famosos waffles da Wafles & Diges (http://www.wafelsanddinges.com/), que são feitos em um caminhão parado na rua (qdo fui estava perto da Canal St Station) que são deliciosos.



Arte - há muitos museus na cidade, o de História Natural com os esqueletos de dinossauros, o MoMa que é um ícone da arte moderna (aproveite para um lanche ou almoço no café do 3° andar com vista para a praça das esculturas), o Metropolitan com suas imensas galerias que irão demandar muitas horas de visitação, o Lincon Center (foto) (www.lincolncenter.org/) onde há a famosa Jiulliard's School e salas de espetáculo com jazz, musical, ópera e outros shows (confira a programação do NY City Ballet, pois foi um programa inesquecível que fiz em NY). No Soho o Guggenhein com sua arquitetura premiada e o New Museum com arte do século 21, além de muitos outros. Uma lista bastante completa no http://rg-ny.com/agenda/museus.htm

Tourist Traps - pois é, toda cidade tem e segue a lista do que é dispensável como Chinatown (a menos que vc adore um falsificado), Little Italy (tirando o Ferrara, você verá o mesmo que no Bexiga, ou seja, poucos restaurantes italianos que valham a pena), visita à Estátua da Liberdade (longas filas, tempo perdido no ferry para subir em uma estátua que nem é tão magestosa quanto nosso Cristo Redentor) e o agendamento e filas de visitação do Marco Zero (além da cratera e dos prédios em construção, o parque em memória das vítimas não é nada espetacular).

Espetáculos - naturalmente, você vai escolher um dos muitos musicais da Broadway e da off-Broadway para assistir, pois é um programa obrigatório na cidade. Minha sugestão, se você não curte muito o estilo, vá ver Priscilla Queen Of The Desert. Ótima trilha sonora, cenografia bem bolada, figurinos hilários e uma interpretação imperdível e cômica. Cheguei super cansada no teatro e saí leve e refeita, então mesmo com uma agenda cheia, não deixe de conferir um dos muitos musicais disponíveis. O do Homem Aranha tem músicas compostas pelo U2 e está batendo todos os records de bilheteria, a Mary Popins e o Rei Leão recriam filmes infantis e ainda há em cartaz outros, como o recém lançado Ghost. Na off-broadway, produções um pouco mais simples e preços mais convidativos.

Falando em preços, no Playbill (http://www.playbill.com/) você se cadastra e imprime na hora o voucher com desconto para comprar os seus ingressos, além de ter as informações de dias e horários dos espetáculos. Inclusive, apesar de não estarem na cidade neste feriadão de maio, o Cirque du Soleil costuma ter programação também. Já falei antes e lembro aqui, não deixe de conferir também os eventos do Lincon Center, pois se houver Ópera ou o New York Ballet City, são espetáculos imperdíveis. Para conferir a agenda da cidade - http://rg-ny.com/agenda.htm

Roteiro Gastronômico - a lista de melhores restaurantes do NY Times, indicações de blogs como o Destemperados, além de guias como o da Didi Wagner são boas pedidas. Impossível conferir todos, mas seguem algumas sugestões de roteiro gastronômico na cidade. As reservas devem ser feitas, e mesmo assim tenha paciência para esperar um tempinho na área do bar. A minha sugestão é fazer no http://www.opentable.com/, que já informa os horários disponíveis, tem as informações do restaurante e até traz outras opções caso a sua escolha não esteja disponível.
Comece com o café da manhã no Chelsea Market (chelseamarket.com/), no Sarabeth's Bakery. Nos finais de semana fazem panquecas e waffles na hora, mas as delícias desta famosa e super charmosa padaria vão deixar você em dúvida do que escolher. Ali no próprio mercado há outras boas opções culinárias e os melhores cookies da cidade, prontinhos para levar para um lanche ou para presentear - Eleni's Cookies.

Se a opção for um brunch, o do Pastis (http://www.pastisny.com/), mesmo dono do Balthazar (balthazarny.com/) e bem ao estilo de brasserie francesa é muito bem recomendado e fica a poucas quadras no Meatpacking.  Este distrito possui várias ótimas opções para almoçar, como o Spice Market (www.spicemarketnewyork.com/), o Le Pain Quotidien para um lanche reforçado e neste bairro da moda há muitos lugares para jantar no estilo balada, como o Budakkan (www.buddakannyc.com/), um asiático super transado com um cardápio delicioso e uma decoração linda e o Catch (catchnewyorkcity.com/), onde o bar tem bastante agito e o restaurante envidraçado lembra um loft, além do lounge super frequentado no último andar (nome na lista). Estão aqui restaurantes bem recomendados como o  de massas e pizzas Serafina (www.serafinarestaurant.com/), que possui várias casas na cidade e inclusive em SP, e o mexicano Dos Caminos (www.doscaminos.com)  com filial no Soho. No mesmo estilo no Budakkan, com bar agitado e área de restaurante bem estilosa além de cardápio asiático (leia-se comida tailandesa, chinesa, vietnamita, etc) há o Taohttp://www.taorestaurant.com/), em Midtown, que também tem brunch aos finais de semana.

Existem muitos outros restaurantes bem avaliados, como o italiano Cipriani (www.cipriani.com/),  e passeios imperdíveis em mercados e empórios gastronômicos como o Eataly (eatalynyc.com/) do mesmo dono do famoso Babbo (http://www.babbonyc,.com/), a Megastore Eli's (http://www.elizabar.com/) do conhecido empresário gastronômico Eli Zabar, o orgânico Whole Foods Market (www.wholefoodsmarket.com/), e o Zabar's (http://www.zabars.com/), com várias lojas de comida judaica, Sem dúvida, você ficará como eu, perdida entre tantas opções. E o melhor a refeição, com vinho e sobremesa, não ultrapassava os 60 USD. Uma pechincha!

Para pesquisar restaurantes recomendados e tudo o mais, sugiro acessar o www.zagat.com/newyork além de consultar a lista dos melhores da http://www.nymag.com/ e do blog  RG http://rg-ny.com/dicas/listarestaurantes.htm, onde estão listados por bairro e com um breve review em português.

Comprinhas diferentes - ícone de compras na cidade, a Macy's tem mais de 100 anos e ocupa um quarteirão inteiro ali na 5th Avenue com a 34 street, mas esse tipo de dica, como a do outlet Woodbury em New Jersey, você encontrará facilmente em muitos blogs e guias. Sem dúvida, confesso que é dificílimo percorrer o Soho e a 5th Avenue sem entrar em algumas lojas, mas a minha dica aqui é para você explorar outras comprinhas na cidade. No site http://www.marketsofnewyork.com/ você irá encontrar a programação de feirinhas de rua com um artesanato que nada lembra aquele repetitivo que vemos nas cidades brasileiras, além de fleas  e foods markets pela cidade (pena que não deu tempo, adoraria ter ido conhecer alguns deles). Quer frequentar um shopping estiloso e diferente na cidade? O Limelight ( http://www.limelightshops.com/)  ocupa o prédio de uma igreja do século 19 com vitrais lindos, e tem lojas descoladas, além de ficar super à mão na Av. das Américas em Chelsea. Para quem tem um objetivo específico na lista de compras, consulte o guia de lojas para bebês e crianças http://rg-ny.com/dicas/bebes.htm e o de noivas http://rg-ny.com/dicas/noivas.htm (a lista é tão boa que deu até vontade de casar de vestido branco de novo!).

Baladinhas - NY é a cidade das baladas. Todos os dias da semana há algum lugar bombando. Mas a dica é chegar cedo, no máximo 23hrs, senão você além de pegar fila terá de convencer aos chatos "doormen" a deixar você entrar... Vamos a lista das melhores: Lavo (http://www.lavony.com/), com um lounge e restaurante na parte superior (dá para reservar) e a balada subterrânea que começa mais tarde; a 1oak (www.1oaknyc.com/) considerada uma das melhores, no Meatpacking, o Cielo Club (http://www.cieloclub.com/)  no mesmo bairro, e a Kiss and Fly (http://www.kissandflyclub.com/) que possui filial no Brasil, ali pertinho também.  Precisando de mais inspiração? Confira uma lista e a programação completa no site http://www.clubplanet.com/US/New-York.

Outros programas - o Brooklyn está em alta, com muitos bares, restaurantes em Williamsburg (http://www.nycgo.com/slideshows/must-see-williamsburg/1), a região de Dumbo junto à ponte que permite uma bela vista de Manhattan, além do Botanical Garden. Mas confesso que não deu tempo de perambular por lá. Também não consegui ir a nenhum missa gospel no Harlem e só peguei um pedacinho do show no renomado bar de jazz Blue Note (bluenote.net/). Mas se você tiver mais tempo na Big Apple, não deixe de se programar para curtir esses programas bem novaiorquinos.

Onde pesquisar mais sobre a cidade: http://www.nycgo.com/#br  e  http://www.notfortourists.com/NewYork.aspx.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Ragú do Eataly

Não faltaram restaurantes nesta última viagem à NYC. Aliás, a minha lista tinha inúmeros e não preciso dizer que por mais que tenha me esforçado, não consegui conhecer mais do que 14 deles. Todos deliciosos e com ambientes e cardápios convidativos cujas dicas virão no próximo post.
Mas foi o prato do Eataly (eatalyny.com), uma combinação de empório, restaurantes, café, sorveteria e confeitaria onde provei a melhor massa que comi nos últimos tempos. O Ragú de Carne com Tagliatelle foi o prato que marcou esta viagem a despeito de todas as outras delícias que provei nos restaurantes asiáticos, franceses e contemporâneos que visitei.

Como trouxe uma panela super especial na mala e temperinhos diversos do Eataly, naturalmente fui inaugurá-la com esta receita na tentativa de reproduzir o sabor deste prato tradicional da culinária italiana. O Ragú nasceu francês com o nome de ragoût e, não, não se parece em nada com o molho a bolonhesa que conhecemos no Brasil, pois na Itália são cozidos lentamente no vinho os cortes de carnes e embutidos (alguns lugares usam somente linguiças).

Pesquisei várias receitas e segue a que fiz em casa (foto abaixo), bastante fácil apesar de demorada no preparo.

Ragú de Carne com Tagliatelle


500 grs de carne vermelha picada na ponta da faca (não vale usar carne moída) - pode ser músculo se quiser que a carne desfie, alcatra, patinho ou até mesmo vitela se quiser um prato mais refinado.
1 cebola média cortada bem fininha
100 grs de bacon em cubos
1 talo de salsão picado e cenoura cortada em cubos.
1 taça de vinho tinto de boa qualidade
2 latas de tomate italiano
1 lata pequena de extrato de tomate
pimenta calabresa ou preta moídas na hora
sal a gosto



Refogue a cebola com um pouco de azeite em uma panela de fundo grosso (de preferência de ferro), adicione o bacon e a carne e deixe dourar. Acrescente o vinho, espere evaporar, mexendo sempre e depois coloque as verduras, latas de tomate e de extrato e deixe cozinhar em fogo lento por 2hrs até a carne praticamente desfiar. Moa a pimenta, coloque sal e deixe o molho apurar (engrossar).
Sirva sobre uma massa de Tagliatelle cozida al dente.


Buon Appetito!